Notas Várias

>> terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

O tempo não tem sido muito, a inspiração, confesso, também já teve dias melhores. Nesta lufa-lufa de final de ano, onde nos desdobramos entre a convivência familiar, a preparação para os tradicionais e exigentes exames do mês de Janeiro e a preparação de mais uma ou duas situações em outras actividades onde estou inserido, têm me deixado com menos tempo do que àquele que gostaria para aqui vos ir deixando as minhas opiniões e comentários.

Não obstante, fica prometido um comentário sobre o resultado das votações em curso e tentarei colocar em breve mais artigos de outros convidados, nos separadores que já tive ocasião para vos apresentar.

Espero que durante o mês de Janeiro tenha ocasião para voltar com a cadência de textos habitual.

Não vos dei, entretanto nota, aprofundada, sobre a minha primeira assembleia municipal, mas remeto esses desenvolvimentos para depois, cumprindo apenas dizer que foi uma experiência muito interessante, até do ponto de vista, e reconheço-o com humildade, da possibilidade que tive para aprofundar muitos dossiers que não me sendo desconhecidos estavam sabidos de forma menos profunda do que àquela que eu pretendia.

Sobre a JSD, salienta-se a eleição do companheiro Hugo Valadas, do grupo Ganhar uma Geração, como o representante do Distrito de Lisboa no Conselho de Jurisdição de 1ºInstância, eleito em Lista Única. Também na AML, lista única com a esmagadora maioria das secções a colaborarem na elaboração da mesma e indicando vários elementos da JSD que passarão a ter assento na AML. Ainda nota, para o Jantar de Natal da Comissão Política Distrital, o Jantar de Natal protagonizado pela JSD/Odivelas, e a festa de Natal da Secção B. Igual nota, para a secção de Oeiras, que mantêm o ritmo alucinante de trabalho politico que desenvolve. Também em Sintra, existiram iniciativas da secção do Cacém e uma outra, que infelizmente não pude estar presente, da JSD/Queluz, mas que já tive nota do sucesso dessa actividade. Moscavide lançou o caderno de iniciativas e actividades de índole social. Realizou-se ainda uma Comissão Política Distrital Alargada a Presidentes de Secção, na Secção I. Cascais, tem uma nova presidente da comissão política de secção, a Joana Pinto Luz. A Amadora irá a votos, para a Comissão Política de Secção e para a Mesa da Assembleia, nos primeiros dias de Janeiro.

Não consigo obviamente dar nota de todas as actividades e iniciativas de todas as secções, pelo que se ouve mais alguma que me tenha esquecido, agradeço que deixem aqui na caixa de comentários.

Última notas, mudando de assunto, para o futebol. O Sporting tem-se reforçado, gastando vários milhares de euros, já contando com a verba proveniente da Câmara Municipal de Lisboa cifrada em 18 milhões de euros, relativa à venda de património do Clube de Alvalade. São até agora, bons reforços. João Pereira é um lateral direito de qualidade, talvez no top-5 dos melhores laterais direitos portugueses da actualidade. O ponta-de-lança Sinema Pongolle tem provadas dadas no futebol europeu. Apenas questiono, se não fazia mais sentido, numa estratégia de longo prazo, e aproveitando este balão de oxigénio, assegurar o futuro, contratando jovens jogadores, possivelmente vendidos, anos mais tarde, por muito mais dinheiro. Pense-se no valor potencial de Di Maria, oito vezes superior ao que custou ao Benfica. David Luiz, que só sai por 50 milhões, contratado a baixíssimo custo. Ou mesmo jogadores, como Javi Garcia ou Ramires, que já não foram baratos, mas que só saiem por muito mais dinheiro. Ou no Porto, o negócio Cissoko e mesmo Lucho, Lisandro, Pepe, entre outros. No curto prazo, a estratégia do Sporting é correcta, estão a apetrechar a equipa, de forma a que a segunda volta seja superior à primeira e seja assegurado um lugar na Taça Europa. No longo prazo, tenho as minhas dúvidas, até porque parece, que a fonte de Alcochete secou, ou pelo menos pinga com menor cadência do que há poucos anos atrás.

Finalizando, uma palavra para o programa Ídolos, que efectivamente, é um programa de entretenimento como há muito não se via na televisão Portuguesa. Tem qualidade, é interessante, reúne a família, e ajuda a desenvolver o talento português. Tem muito mais “piada” que os reality-shows manhosos do inicio da década ou que as infindáveis novelas. Um programa que vou acompanhando.

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Família

>> sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

Passou-se mais uma consoada. O meu desejo é sempre o mesmo: Que daqui por um ano, estejam as mesmas pessoas (ou mais – ser tio era bem giro), mas nunca menos do que aquelas que estiveram este ano. Para mim a melhor prenda que tenho, de ano para ano, é ter toda a família reunida. É fantástico, como já o disse aqui várias vezes, ter os meus quatro avós vivos. É fantástico para mim estes momentos de reunião e de partilha. Uma pequena brincadeira, um pequeno sorriso, tudo isso é para mim muito mais valioso do que os bens materiais. Torna-se incompreensível o consumismo desenfreado que observamos nesta época. Tão incompreensível que chega a desvirtuar esta quadra.

É nestes momentos que damos mais valor à família, à harmonia e à saúde. Com saúde tudo se faz, sem saúde nada se faz. É nestes momentos,que com maior intensidade ainda cumpre agradecer a Deus pela enorme felicidade que tenho em ter esta família e esta família completa. É nestes momentos que os pequenos problemas, as pequenas guerrinhas, as pequenas tricas, perdem todo o valor. É nestes dias, que embora com uma profunda nostalgia, me apetece gritar que sou feliz. E que essa felicidade a devo a Deus e à família fantástica que tenho.

Um excelente dia 25 para todos!

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Bom Natal

>> quinta-feira, 24 de Dezembro de 2009

Desejo a todos os leitores do Laranja Choque e às suas famílias e amigos, um santo natal, recheado de paz, harmonia, amor e saúde.

Bom Natal!

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Natal

>> quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Neste Natal, A Comissão Política da JSD/Moscavide compendiou um conjunto de campanhas e iniciativas de várias instituições e organizações.

É com grande prazer que vos deixo o caderno por nós elaborado. Poderão consultar aqui as várias iniciativas que estão a decorrer e, eventualmente, colaborarem com algumas dessas iniciativas.

Podem fazer o download aqui.

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Resultado de Votação

Questionei o posicionamento ideológico dos leitores do Laranja Choque.

Os resultados foram os seguintes:

37% dos leitores consideram ser de centro-direita.
33% optaram pela resposta direita-moderada.
Em terceiro lugar, com 16%, a resposta centro-esquerda.
8% consideram ser de esquerda radical.
Apenas 4%, se encaixam no perfil direita radical.
Nenhum leitor considera ser de esquerda moderada.

Assim, 74% dos leitores do Laranja Choque são de direita (37% de centro direita, 33% da direita moderada e 4% da direita radical). Os restantes são de esquerda, preferencialmente de centro-esquerda.

Aproveito para lembrar, que na barra lateral estão já disponiveis um conjunto de votações, algumas delas que terminam já no dia 31 de Dezembro, pelo que, quem quiser participar deverá faze-lo tempestivamente.

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Resultado de Votação

Se fosses presidente da JSD/Lisboa qual seria a tua primeira medida?

Os leitores responderam.

1º - Fazer uma Grande Iniciativa - 36%
2º - Reactivar as Coordenadoras - 26%
3º - Fazer CPDL Alargadas mensalmente - 20%
4º - Descentralizar os Conselhos Distritais - 10%
5º - Ir a uma Assembleia Municipal de cada Concelho - 6%
6º - Criar a NewsLetter da Distrital - 0%

Está registado! Obrigado pela colaboração. Acreditem que será útil!

Relembro que o Grupo Ganhar uma Geração organizou uma grande iniciativa sobre a Energia Nuclear. Relembro também, que muito tenho falado sobre a problemática das Coordenadoras.

Ainda, nota positiva para a CPDL, no sentido em que, tem a intenção de realizar um Conselho Distrital Temático, no próximo mês de Janeiro, descentralizado, em Odivelas. Boa!

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Resultado de Votação

>> terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Na pergunta relativa ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, 51% das pessoas manifestaram-se favoráveis à realização de um referendo, 44% contra e apenas 3% não têm qualquer opinião. Dia 23, a enunciação e a análise aos resultados da votação relativa à primeira medida que os leitores tomariam caso fossem o Presidente da Distrital de Lisboa da JSD.

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O apoio dos Black Eyed Peas

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Voto Obrigatório, por Pedro Folgado.

>> segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Voto obrigatório e abstenção

De há uns tempos a esta parte, a discussão em torno da questão do voto obrigatório tem aumentado de intensidade, quer motivada pelos três actos eleitorais que tiveram lugar em 2009, quer pelos valores crescentes da abstenção. Ainda em Maio deste ano, o Presidente do Governo Regional dos Açores defendeu publicamente o voto obrigatório como uma forma de “proteger a democracia” e “aumentar a responsabilização dos políticos” e na blogosfera o debate tem sido intenso.

Efectivamente, a abstenção tem crescido nos últimos anos, desde os 8,3 % da eleição da Assembleia Constituinte em 1975, até aos 39,4 % das últimas legislativas, passando pelo recorde absoluto de 68,1 % no referendo do aborto em Junho de 1998, com particular incidência nas camadas mais jovens do eleitorado. Não podemos, portanto, deixar de reflectir e procurar eventuais soluções para combater este problema. Desta forma, o voto obrigatório pode ser encarado como uma possibilidade.

Existem duas tipologias, ou regimes, de voto obrigatório: sem sanção e com sanção. Estudos apontam que os valores da abstenção são mais baixos nesta última tipologia, o que é naturalmente compreensível. No entanto, verifica-se também que os valores da abstenção descem também, em relação aos regimes de voto facultativo, mesmo que não exista sanção. Actualmente, podemos apontar vários exemplos de países em que vigora o regime de voto obrigatório: Brasil, Bélgica, Grécia, Luxemburgo e Austrália.

A questão não é de todo pacífica, e os argumentos para cada um dos lados são muitos e legítimos. Desde a possibilidade de desvirtuar os resultados eleitorais e a eventual irresponsabilidade do voto “forçado”, pelo lado dos que se opõem, até à maior participação e empenhamento cívico e crescente responsabilização dos políticos, pelo lado dos que apoiam o regime de voto obrigatório.

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1- Ver, por exemplo, o artigo “A Citizens Duty” em www.opendemocracy.net

No entanto, creio que o ponto de partida para abordar a questão deverá ser a forma como se encara o voto: um direito ou um dever.
A minha modesta opinião é a de que o voto é, acima de tudo, um direito e desta forma a sua imposição significaria desvirtuar a sua própria essência. O voto deverá ser uma opção consciente e responsável de cada um e não uma imposição externa. No entanto, é também importante que quem se abstém de votar tenha a noção de que, ao abdicar desse direito, abdica também de uma parte da sua cidadania e a participação cívica e isso sim é um dever de todos.

Mas mais do que discutir a obrigatoriedade ou não do voto, interessa debater as causas da abstenção e eventuais formas de a combater, nomeadamente no que diz respeito ao tão falado “divórcio” entre a sociedade civil e a política (ou os políticos). Enquanto continuarmos a assistir a comportamentos pouco dignificantes da classe política e esta estiver constantemente sob suspeita, não servirá de muito debater mecanismos que, quanto muito, serviriam de meros paliativos. Nesse sentido, parece-me inquestionável que a bola estará mais no lado da classe política que no lado do eleitorado.

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Clássico

Um clássico com grande intensidade, grande entrega de parte a parte, com ambas as equipas com a consciência do que estava em jogo. Como tinha dito há umas semanas atrás o que estava em causa era muito. O Benfica, em caso de vitória, coloca-se com mais quatro pontos que o Futebol Clube do Porto, e basta-lhe fazer um golo no Dragão, para quase garantir vantagem em confronto directo (o Porto teria que fazer 3 golos para assim não ser).

De todo o modo quatro pontos é ainda uma vantagem ténue, tendo o Benfica que se aplicar bastante para manter essa vantagem até final. Por outro lado, tem a vantagem de jogar na Luz contra Sporting e contra Braga, afigurando-se uma segundo volta, teoricamente, mais acessível do que esta primeira.

Descendo ao jogo, o Porto apresentava-se na sua máxima força, enquanto o Sport Lisboa e Benfica apresentava uma equipa sem Di Maria, Coentrão e o cérebro Aimar, com Ramires em baixo de forma e Urreta e Carlos Martins sem a melhor das formas físicas. Por outro lado, jogava em sua casa, diante de um público fantástico. Jorge Jesus, surpreendeu com a inclusão de Urreta no 11, mantendo Peixoto na lateral, dando assim primazia à estabilidade nas escolhas na zona mais recuada do Benfica. Por outro lado, opta por Carlos Martins em detrimento de Menezes. O Porto, mantém o seu 4-3-3, com Hulk e Rodriguez nos flancos e Falcão como homem golo dos azuis e brancos.

Os primeiros 5 minutos do Futebol Clube do Porto foram de grande qualidade, fazendo temer as hostes Benfiquistas. A partir daí, e até ao final da parte, foi um autêntico massacre do Benfica, um jogo de um só sentido, com os encarnados a criarem imensas oportunidades a terem mais bola e a jogarem melhor quando o terreno do jogo ainda oferecia essas possibilidades a ambas as equipas. No segundo tempo, o Porto foi atrás dos resultados, equilibrou o jogo, conseguiu superiorizar-se ligeiramente ao Benfica, mas nunca com a amplitude que os encarnados o fizeram na primeira parte. Foi um jogo guerreiro, muitíssimo viril, de lutadores. Um jogo de coração e paixão, onde o espírito de campeão foi colocado à prova. O Porto, a perder, nunca foi capaz de verdadeiramente incomodar o Benfica, excepção feita a uma extraordinária defesa de Quim. O Benfica, acabou o jogo, por cima, com uma sucessão de cantos. Pelo que vi, cumpre dizer, que o resultado foi justo, e que mais facilmente se entenderia o 2-0 que o 1-1. No Benfica, salienta-se o jogo fantástico do jogador quase perfeito David Luiz, provavelmente, o jogador mais completo dos últimos 10 ou 15 anos no Sport Lisboa e Benfica. Um central de classe mundial, um dos melhores do mundo. Luisão, fantástico, anulou Falcão. Quim atento, Maxi e Peixoto competentes. Ramires, uma formiguinha que está em todo o lado. Urreta, entrou bem e foi um dos melhores na primeira parte, talvez o melhor. Fantástica prestação. Martins, talvez o menos inspirado, mas com uma exibição regular. Javi Garcia, a qualidade táctica do costume. Saviola, um dos melhores atacantes que já passou pelo futebol Português. Cardozo, mais anulado pela defesa dos azuis e brancos mas a arrastar consigo um defesa azul abrindo espaço para o pequeno Saviola. Luís Filipe, ainda não tinha jogado, e jogou bem. Filipe Menezes a crescer e Weldon com excelentes arrancadas do lado esquerdo. O Benfica acabou a jogar, com Luís Filipe a médio direito e Weldon na esquerda.

Quanto à arbitragem, foi um jogo dificílimo de gerir. Lucílio Batista tinha uma grande pressão a recair sobre ele. Comete, quanto a mim, três grandes erros, todos em beneficio do Porto. Álvaro Pereira, deveria ter sido expulso, entradas duríssimas, sobre David Luiz (talvez até para vermelho directo) e uma mais tarde sobre Ramires que viria a deixar lesionado o jogador encarnado. Uma outra expulsão perdoada a Rodriguez que autenticamente agrediu um jogador Benfiquista, numa entrada completamente fora de tempo. E por fim, também Rodriguez, cometeu um penalty claro, ao colocar a mão na bola. Seria penalty, e Rodriguez viria a ser expulso. Com tudo isto assinalado, o Benfica poderia, facilmente, ter saído da Luz com uma vitória por 3 ou 4 zero.

Mas enfim. O Benfica ganhou e mostrou estofo de campeão. Mas a procissão ainda vai no adro. Vamos aguardar, com calma, muita calma ;)

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